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Responsável: Marccelo Pereyra

 

MEU DESEJO

SEMANA NACIONAL DO TRÂNSITO  2017/2018

                   Nesse ano de campanha, não quero repetir estatísticas e gráficos. Não quero apresentar números e dados. Não vou escrever sobre tragédias.

                   Nesse ano de campanha de educação e segurança no trânsito, quero apresentar uma reflexão sobre os nossos tempos.  Propor um minuto de silêncio, em sua leitura, para fazer você se lembrar de alguém querido. Qualquer alguém, de quem queira se lembrar.

                   E então, depois de ter escolhido quem for, quero te pedir que deseje, a esse alguém, a proteção contra uma infelicidade no trânsito.

                   Depois, quero te pedir para lembra-se de outro alguém querido. Um alguém que já sofreu alguma infelicidade no trânsito. E quero novamente, te pedir que deseje que essa pessoa se recupere, que volte a viver a sua vida, novamente.

                   Agora, por último, quero te pedir para lembra-se de alguém querido. Um alguém que sofreu uma violência no trânsito e que, não está mais em seu convívio.

                   E quero, novamente, te pedir que deseje, profundamente, que isso não se repita, com outro alguém querido.

                   Por fim, quero te agradecer, por essa reflexão, desejando que você, querido ou querida, nunca sofra nenhuma infelicidade no trânsito.

                   Nossa corrente de desejos, transformará nossa realidade!

PASSAGEIROS DO FUTURO

 

 

            Muito se tem discutido, ultimamente, a respeito dos transportes de passageiros, pelas nossas cidades. Mundo afora, toda sociedade precisa ter essa oferta de locomoção, no seu dia a dia. A tônica das discussões atuais, trata dos serviços de atendimento a passageiros de transportes coletivos e, principalmente dos meios alternativos que a tecnologia nos oferece, através dos aplicativos de toda espécie.

         Grupos de serviços de táxis se confrontam com os dos aplicativos, que se multiplicam rapidamente e invadem, a todo instante, uma nova rota mais rápida e, mais barata. Sem querer entrar na discussão da validade dos serviços e, no direito de todos ao trabalho, quero atentar para as mudanças que observo, em relação ao tráfego de veículos nas ruas e avenidas, de nossas cidades.

         O espaço, cada vez mais disputado e cobiçado, se reduz continuamente, com o aumento das frotas de veículos, buscando passageiros apressados e atrasados para os seus compromissos. A cidade sente esse impacto e, piora a qualidade de convívio entre as pessoas e as máquinas. Atropelamentos, colisões e infrações de toda espécie aumentam com esse intenso volume, cada vez maior, nessa comunidade de trânsito.

         Do outro lado dessa realidade, deparamos com uma infraestrutura de fiscalização e normatização das regras de trânsito insuficiente, precária e ausente em suas ações. O resultado disso, é uma total inoperância do sistema de tráfego, ocasionado pela falência dos outros sistemas de segurança e, organização.

         A ciência já sinaliza veículos sem motoristas, o que encerraria o confronto dos taxistas com os dos aplicativos! Sem motorista, não haverá mais com quem brigar!

         Da mesma maneira, os ônibus transportariam as pessoas nas cidades, cumprindo rigorosamente os procedimentos de paradas, embarque e desembarque de passageiros, eliminando também os xingamentos aos motoristas que, a todo instante, são condenados pela sua maneira de trabalhar. Os ônibus circulariam sem eles, também!

         A ciência não nos abandonará. Ainda conseguiremos dar umas voltinhas ao redor do planeta, ou até mesmo uma chegadinha em Marte, em aeronaves espaciais, sem nenhum engarrafamento. A NASA que se cuide. Outros aplicativos já estão de olho nessas rotas comerciais.

         Pena que o saudoso capitão Kirk e, sua turma da Enterprise, não tenha popularizado os seus controles de teletransporte.

         Ai sim, seria a nossa redenção! Daríamos adeus a todas as empresas de transporte coletivo, de transporte público e, aos Tuk Tuk da vida!

         Ainda seremos passageiros do futuro!